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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


NOVAS MUDANÇAS SOCIAIS NO BRASIL

33 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para integrar a nova classe média emergente  beneficiados pelas políticas oficiais.

Nova classe média é consumista
A nova classe média é também conhecida como classe C. O sucesso das políticas do governo brasileiro para tirar milhões de pessoas da pobreza na última década vem provocando a criação de dois tipos opostos de classe média, afirma reportagem publicada pelo diário econômico britânico Financial Times.
O jornal observa que os 33 milhões de brasileiros que deixaram a pobreza para integrar a nova classe média emergente foram os grandes beneficiados pelas políticas oficiais, enquanto a classe média tradicional considera que a situação no período ficou mais difícil.
O jornal comenta que 105,5 milhões dos 190 milhões de brasileiros são considerados hoje de classe média, mas que os 20 milhões da classe média tradicional, com renda mensal maior que R$ 5.174, estão “no lado perdedor”.
“Diferentemente da Índia, onde a antiga classe média se beneficiou com a criação de novas indústrias, como o fornecimento de serviços terceirizados de tecnologia da informação, muitos na classe média brasileira reclamam de aumentos de preços, impostos, infraestrutura congestionada e mais competição por empregos”, diz a reportagem.
A renda dos 50% mais pobres cresceu 68% em termos reais nos últimos dez anos, enquanto os 10% mais ricos viram sua renda crescer somente 10% no período. Outro dado ainda mais revelador, que mostra que a renda média dos analfabetos brasileiros cresceu 37% entre 2003 e 2009, enquanto aqueles com estudo universitário tiveram uma perda de 17% na renda no mesmo período. As mudanças representam um reordenamento da riqueza no país que estava pendente desde a abolição da escravatura, em 1888.
A reportagem afirma que “o processo tem sido em parte impulsionado pelo maior acesso à educação”, com o aumento da oferta de cursos universitários privados à nova classe média, que passou a competir com a classe média tradicional por empregos.
O efeito político da redução da pobreza levou a presidente Dilma Rousseff a lançar recentemente um programa para retirar outros 16 milhões de brasileiros da pobreza, mas afirma que isso não garantirá a ela os votos da classe média tradicional, concentrada nos Estados industrializados do sul do país, especialmente em São Paulo.
Crescimento das classe C e B no Brasil
“Alguns reclamam que o governo ajuda os pobres por meio de benefícios e aumentos salariais e os ricos por meio de empréstimos subsidiados para suas empresas”, diz a reportagem.
“Isso inunda a economia com dinheiro, levando à inflação, a qual o Banco Central tenta então combater com aumentos de juros, penalizando a classe média”, continua o Financial Times.
A reportagem conclui afirmando que “enquanto muitos nas classes médias tradicionais do Brasil concordam com a distribuição de renda, eles estão temerosos sobre o quanto isso está lhes custando”.
Classificação das classes sociais no Brasil
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas demonstra que a renda e o poder de compra das pessoas menos favorecidas têm crescido com o passar dos anos, e que o aumento dos trabalhos com carteira assinada também permitiu a diminuição gradativa do índice de desigualdade no país, fazendo com que a Classe C e B tenha maior representatividade de consumo no Brasil.

FORMAÇÃO TERRITORIAL DO BRASIL

A ocupação do Brasil iniciou-se apenas a partir de 1530, já que até então os portugueses, mais interessados nos lucros obtidos no comércio com as índias, limitaram-se a explorar o pau-brasil.

Formação do Brasil
Estruturado a partir do modelo colonial de exploração, somente no final do século XIX o espaço brasileiro deixou de apresentar uma economia fragmentada, dividida em ilhas de exportação, para se constituir como um espaço integrado com as diversas regiões.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

O Brasil possui o quinto mais extenso território do mundo, com área total de 8.547.403km². Com exceção do Chile e do Equador, todos os Estados sul-americanos compartilham fronteiras com o Brasil.
As dimensões continentais do território brasileiro podem ser observadas também através das distâncias que separam os pontos extremos:
4.394 Km de norte a sul;
4.319 Km de leste a oeste;
7. 408 Km de litoral;
15. 719 Km de fronteira com os países vizinhos.
Os pontos extremos do Brasil são:
A oeste, a Serra da Contamana, no Acre;
A leste, a Ponta do Seixas, na Paraíba;
Ao norte, o Monte Caburaí, em Roraíma;
Ao sul, Arroio Chuí no Rio Grande do Sul.
A localização geográfica do território brasileiro apresenta-se a 5°16’19” de latitude norte a 33°45’09” latitude sul; e 34°45’54” de longitude oeste a 73°59’32” de longitude oeste. O Brasil encontra-se totalmente no hemisfério oeste de Greenwich. Desse modo, podemos concluir que:
Apenas o Sul do país faz parte da zona temperada, apresentado um clima de temperaturas mais amenas;
A quase totalidade do território brasileiro (93%) está ao sul da linha do Equador, ou seja, no hemisfério sul;
Possui três fusos horários diferentes.
A maior parte das terras brasileiras está localizada entre os trópicos, o que faz do nosso país uma região tipicamente tropical, onde predominam climas quentes;
Contado pela linha do Equador e Trópico de Capricórnio e banhado pelo oceano Atlântico.
O IBGE, juntamente com o IME - Instituto Militar de Engenharia, realizaram novas medições de altitude de 7 pontos culminantes do Brasil, para tanto, utilizou recursos mais modernos e novas tecnologias, como o GPS, sistema de navegação e posicionamento por satélite.
Com os novos estudos, verificou-se algumas alterações, como suspeitava o IBGE, o Pico da Pedra da Mina, localizado no município de Passa-Quatro, Minas Gerais, é mais elevado do que o Pico das Agulhas Negras, pertencente a Itatiaia, no Rio de Janeiro. Antes de 2004, a última medição dos pontos culminantes havia sido feita na década de sessenta pelo Ministério das Relações Exteriores, através da Primeira Comissão Demarcadora de Limites.
Mapa das características físicas do Brasil

A CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Os grandes descobrimentos dos séculos XV e XVI foram pouco a pouco transformando a imagem que os europeus tinham do mundo.
A ocupação do Brasil iniciou-se apenas a partir de 1530, já que até então os portugueses, mais interessados nos lucros obtidos no comércio com as índias, limitaram-se a explorar o pau-brasil. A madeira foi a riqueza mais facilmente encontrada em nosso território. Por muito tempo, a ocupação do território manteve-se apenas no litoral. Foi somente no século XVII que o interior do país começou a ser explorado mais intensamente possibilitando a formação de cidade e vilas no interior do país.
O território brasileiro tal qual o reconhecemos hoje, foi se configurando lentamente, a partir das várias atividades econômicas coloniais.
Os Tratados assinados entre Portugal e Espanha
A importância dos tratados assinados entre Espanha e Portugal, acabaram por definir, com pequenos acréscimos posteriores, a área que consideramos hoje como território brasileiro: Tratado de Tordesilhas e Tratado de Madri.
Tratado de Tordesilhas e de Madri
Tratado de Tordesilhas
Espanha e Portugal foram os pioneiros na expansão marítimo-comercial iniciada no século XV, resultando na conquista de novas terras para os dois países. Essas “descobertas” geraram tensões e conflitos entre ambos, e na tentativa de evitar uma guerra foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que passou a definir nosso primeiro limite territorial.
Esse tratado, assinado em 7 de julho de 1494, em Tordesilhas, na Espanha, estabeleceu uma linha imaginária que passava a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde (África). Esse meridiano dividiu o mundo entre Portugal e Espanha: as terras a leste seriam portuguesas e as terras a oeste seriam espanholas.
O Tratado de Madri, assinado em 1750, praticamente garantiu a atual extensão territorial do Brasil. O novo acordo anulou o Tratado de Tordesilhas e determinou que as terras pertenceriam a quem de fato as ocupassem, princípios de uti possidetis, isto é, uma solução diplomática que conferia a um Estado o direito de apropriar-se de um novo território com base na ocupação, na posse efetiva da área, e não em títulos anteriores de propriedade. É evidente que esse princípio foi utilizado apenas entre Portugal e Espanha ou entre o Brasil e países da América do Sul, sem nunca levar em consideração a posse das diversas tribos indígenas. Isso porque o indígena nunca foi considerado pelos colonizadores um ser humano de pleno direito, mas apenas um empecilho a ser removido ou a ser domesticado e disciplinado para o trabalho.
Atividades no Brasil Colonial

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS

As atividades econômicas foram fator essencial para a expansão territorial brasileira. Nossa economia colonial girava em torno da produção de gêneros primários voltados, em sua maior parte, para a exportação e para as necessidades da metrópole portuguesa.
Depois do pau-brasil, a cana-de-açúcar fez do litoral do Nordeste a mais importante região econômica da colônia até o início do século XVII, transformando a atividade açucareira em empresa e o Brasil em colônia do açúcar.
Paralelamente à economia canavieira, a expansão da pecuária, da mineração, as bandeiras, as missões jesuítas e a coleta das “drogas do Sertão” (produtos como cacau, pimenta, sementes oleaginosas, castanha, entre outros, explorados na Amazônia durante o período colonial), provocaram a interiorização e o alargamento do território português em áreas que pertenciam à Espanha.
A pecuária foi a responsável pelo povoamento do Sertão nordestino, onde complementou a lavoura de cana-de-açúcar que dominava o litoral fornecendo a carne para alimentação e animais de tração para o trabalho nos engenhos.
Mais tarde, as tropas de muares e o gado foram fundamentais para o povoamento do sul das regiões dos atuais estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que forneciam animais para as áreas de mineração.
Em função da atividade mineradora, várias vilas e cidades foram fundadas, e o território da Coroa portuguesa ficou maior.
As missões que catequizavam indígenas estiveram presentes no sul e no norte do território. Com as missões, outra atividade econômica incorporou grande parte da Amazônia ao domínio português: a exploração e a comercialização das drogas do Sertão.

O BANDEIRANTISMO

O bandeirismo ou bandeirantismo foi um movimento de penetração para o interior com origem, principalmente, em São Paulo e contribuiu para a expansão dos domínios territoriais portugueses no continente. Ocorreu basicamente no século XVIII e foi motivado pela busca de metais preciosos e, especialmente, pela caça de indígenas para serem aprisionados e vendidos como escravos. Os bandeirantes penetraram sertão adentro, atacaram aldeias, aprisionaram e escravizaram indígenas e exterminaram enorme número deles.
Do ponto de vista do povoamento, esse fenômeno foi despovoador e não povoador, pois provocou uma desertificação humana em áreas onde havia inúmeras aldeias indígenas, sem substitui-las por povoações brancas. Em todo caso, as bandeiras serviram para que o europeu conhecesse melhor o território, já que cada expedição representou uma soma de novos conhecimentos sobre a terra, que foram importantes para a penetração posterior rumo ao oeste.

COLONIZAÇÃO DO SUL DO PAÍS

As áreas localizadas ao sul do trópico de Capricórnio tornaram-se efetivamente povoadas a partir do século XIX, com a chamada colonização moderna, feita por imigrantes, em especial colonos alemães, italianos e eslavos. Essa colonização teve por base a pequena propriedade.

A QUESTÃO DO ACRE

Os conflitos que envolveram essa área estiveram ligados à extração da borracha por migrantes nordestinos no fim do século XIX. Em 1903, a Questão do Acre resolveu o problema criado pelo fato de seringueiros brasileiros vindos do Nordeste terem ocupado uma grande área pertencente à Bolívia.
Com a mediação do barão do Rio Branco, que representou o Brasil, foi assinado o Tratado de Petrópolis, que tornou brasileira a área ocupada, mediante um pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e também assumiria o compromisso de proporcionar à Bolívia uma saída para o mar, mediante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Paralelamente ao curso desses dois rios (Madeira e Mamoré), a estrada de ferro ligaria o interior boliviano à cidade de Parintins, às margens do Rio Amazonas. Em 1907, a empreitada foi iniciada com 30.000 homens para a construção de 364 quilômetros de estrada de ferro. As condições precárias do local e as constantes epidemias dizimaram mais de 6.000 trabalhadores. Em 1912, um trecho da ferrovia ficou pronto, sem, no entanto, concretizar a saída da Bolívia para o mar. Dessa maneira, o Brasil nunca cumpriu sua parte no acordo, embora tenha anexado o Acre.

A INTEGRAÇÃO DO ESPAÇO BRASILEIRO

Formalmente, podemos dizer que o espaço brasileiro surgiu com a independência política do país no início do século XIX. Nessa época a economia sobrevivia das exportações de cana-de-açúcar, algodão, couro e peles.
Mas um novo produto agrícola começava a se desenvolver: o café. Com o avanço do cultivo do café e o aumento de sua importância econômica para todo o país, o produto tornou-se o responsável pelo início da integração territorial brasileira e, portanto, pela formação de um verdadeiro espaço nacional.
As atividades econômicas brasileiras até o desenvolvimento da economia cafeeira no século XIX eram regionais, isoladas uma das outras.
Podia-se dizer que economicamente o Brasil era formado por “ilhas” desarticuladas entre si e voltadas para o exterior. Assim ocorria com a cana-de-açúcar no Nordeste e a mineração no Sudeste.
Esses “arquipélagos” encaixavam-se perfeitamente no conceito do capitalismo comercial, que visava ao acúmulo de capital e metais preciosos para fortalecer o poder real.
A constituição de um mercado consumidor e a grande acumulação de capitais gerados pelo café foram fatores decisivos para a instalação de indústrias no país, o que representou outra etapa no processo de integração nacional.
Além de aprofundar a integração comercial que havia se desenvolvido com o café, o processo de industrialização acentuou a urbanização, dando nova direção ao povoamento no país.
O governo brasileiro teve papel fundamental no processo de industrialização. Criou várias políticas regionais de desenvolvimento, procurando estimular a transferência de atividades econômicas para outras regiões. Entre suas principais iniciativas, cabe destacar:
A inauguração de Brasília em 1960;
A SUDENE, em 1959;
SUDAM, em 1966;
SUDECO, em 1967;
As rodovias de integração, como Belém-Brasília.
Todas essas medidas tiveram como principal objetivo aprofundar as relações entre as diversas áreas do país, levando a consolidação do espaço nacional.

AS DIFERENÇAS REGIONAIS

Os contrastes regionais no interior do território brasileiro originou-se da formação histórico-econômica do nosso país. Ou seja, devem-se ao modo pelo qual o Brasil se desenvolveu, desde sua colonização por Portugal até a independência e posterior industrialização e urbanização, ocorridas principalmente no século XX.
Durante os três primeiros séculos da colonização o Nordeste foi a região mais importante, a mais rica e populosa do país.
No século XIX o declínio econômico do Nordeste em relação ao desenvolvimento de Centro-Sul acentuou-se ainda mais. Esse fato juntamente com a enorme concentração da propriedade das terras nas mãos de poucas famílias nordestinas, fez com que muitas pessoas saíssem dessa região para o Centro-Sul do país.
A Amazônia durante séculos foi deixada de lado, embora nos dias de hoje venha sendo intensamente ocupada num processo de destruição.
Simplificando um pouco, podemos dizer que o Nordeste simboliza o “Brasil Velho”, o Brasil colônia, com enormes plantações monocultoras, mão-de-obra extremamente mal remunerada e pobreza intensa. O centro-Sul, por sua vez, representaria o “Brasil Novo”, o Brasil da indústria e das grandes metrópoles, o país da imigração e da modernização econômica. A Amazônia simbolizaria, talvez, o “Brasil do Futuro”, um território com muitos recursos naturais. Porém, essas riquezas vêm sendo destruídas pela rápida ocupação da região amazônica, que beneficia apenas uma minoria privilegiada.
O mapa abaixo apresenta os países que falam português:
Países que falam português

Principais portos nacionais

principais portos nacionais

Bacias hidrográficas brasileiras


bacias hidrográficas brasileiras

bacias hidrográficas brasileiras

Dica de Filme



PROJETO VÍDEO NA ESCOLA

GEOGRAFIA - Prof.ª Marli Vieira
 
TEMA GEOGRÁFICO: Meio Ambiente

FILME: “A ÚLTIMA HORA” (The 11th Hour, EUA, 2007, Documentário/Direção de Nadia Conners e Leila Conners Petersen)

SINOPSE: O documentário, narrado e produzido por Leonardo de Caprio, discute a posição do ser humano no século XXI diante dos problemas ambientais gerados pelo modelo de desenvolvimento tradicional, o qual prioriza apenas o crescimento econômico em detrimento à exploração dos recursos naturais, tendo a concepção errônea de dissociar o homem da natureza, como se o primeiro fosse extrapolado e senhor superior ao segundo (a natureza).

Diversos cientistas e especialistas na área ambiental e outras destacam a ação antrópica, irracional, que levou à destruição da biosfera, no decorrer dos anos, desde a I Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, no final do Século XVIII e que ocasionou catástrofes naturais que vivemos atualmente.

O filme trata o conceito real de meio ambiente, pois este retrata todas as interfaces associadas à relação do homem com a natureza, já que o primeiro faz parte do meio ambiente, pois é um ser integrante da evolução e história da Terra. Por isso, não é só a natureza sem o homem que é focado no filme, mas também a natureza do homem neste, ou seja, como ele se relaciona e os efeitos desta relação, seja na economia (exploração dos recursos naturais de forma desenfreada e exploração do homem pelo homem, corporações mundiais poderosas), na sociedade (má distribuição de renda, pobreza, fome, exclusão social), na política (baseada no crescimento econômico), na cultura (do domínio humano sobre a dinâmica da natural da Terra) etc.

Do consumismo desenfreado ao capitalismo selvagem á necessidade do ser humano de ter e ser, o filme alia imagens de tragédias naturais, da natureza devastada e de povos de diversas nacionalidades para afirmar que o mundo está superlotando e nem por isso aumentando ou aceitando passivamente tal ocupação.

Tendencioso – porém atual – o filme nos coloca de frente com uma realidade que ignoramos terminantemente, talvez porque não acreditamos viver tanto para ver o mundo acabar.
O foco do filme é a situação e realidade dos Estados Unidos, mas nada que não possamos refletir em termos locais, regionais, continentais e mundiais.

 
Com base no filme, analise as frases abaixo e disserte a respeito das mesmas:

1. "O meio ambiente irá sobreviver.
Nós é que corremos o risco de não sobreviver
ou podemos viver num mundo em que não queremos viver"
                                                                                                            Kenny Ausubel

2. "Não se trata de questões tecnológicas ou do excesso de dióxido de carbono,
assim como não se trata apenas de desperdício.
Tudo isso são sintomas do problema,
que é o modo como pensamos.
O problema é, fundamentalmente, um problema cultural".
                                                                                                                Thom Hartmann

Dica de Filme


PROJETO VÍDEO NA ESCOLA
GEOGRAFIA - Prof.ª Marli Vieira  
                                                            
TEMA GEOGRÁFICO: Conflitos Mundiais
(refugiados, conflitos internos armados e movimento separatista).

FILME: “AMOR SEM FRONTEIRA” 
(Beyond Borders, EUA, 2003, Romance/Direção Martin Campbell)

.SINOPSEO filme retrata a trajetória de vida da socialite americana, Sarah Jordan (Angelina Jolie), que vive em Londres (Inglaterra) com o seu marido Henry Bauford (Linus Roache), que é filho de um influente empresário londrino que preside uma Instituição de Assistência Internacional. A vida boa e pacata que Sarah Jordan leva ao lado do marido muda após a mesma conhecer o médico Nick Callahan (Clive Owen) durante um jantar em homenagem ao seu sogro, no qual o referido médico aparece acompanhado por um menino etíope para protestar contra o corte de fundos para o campo de refugiados onde trabalha.

Após discursar sobre os problemas sociais da Etiópia face ao corte da verba e a justificativa dada pelo presidente da Instituição, o médico é impelido pelos seguranças, que os levam para fora do salão, traçando destinos diferentes para ambos, o médico e o menino etíope.

Sarah Jordan fica comovida com as palavras e o quadro descrito do país africano pelo médico e acaba se envolvendo diretamente às causas humanitárias à Etiópia, arrecadando fundos para comprar medicamentos e comida, os quais ela leva pessoalmente. O seu envolvimento às causas humanitárias aumenta abarcando diferentes regiões do mundo, assim como, também, em relação ao referido médico, por qual ela se apaixona e é correspondida. O seu amor por Nick Callahan é tão forte que, para ela, não há fronteira intransponível, capaz de impedi-la de ir à busca do médico ou até mesmo de se afastar, temporariamente, dos filhos.

As regiões por quais se desenrola a história, a Etiópia, o Camboja e a Chechênia, assinalam bem os conflitos ligados à miséria, fome, doenças, refugiados, a instabilidade política, o tráfico de armas, grupos extremistas e movimentos separatistas, assim como o papel da Organização das Nações Unidas no âmbito da ajuda humanitária.

ATIVIDADE ORIENTADA:
1. A intervenção do Dr. Nick Callahan (Clive Owen) no jantar oferecido em homenagem ao sogro da socialite Sarah Jordan (Angelina Jolie) teve a intenção de:
(   ) Mostrar a falta de assistência alimentar e médica nas populações mais pobres da África.
(   )  Atrapalhar o jantar com o caso da Etiópia, pois a Inglaterra teve forte influência na colonização do continente africano.
(   ) Chamar a atenção de todos em relação à situação caótica da Etiópia e denunciar o corte de verba que o país recebia.
2. A justificativa apresentada pelo presidente da Instituição de Assistência Internacional afirmava que o corte das verbas foi devido ao clima político repressivo da Etiópia comunista... Isso nos remete ao período do contexto do fime que é da:
(   ) Descolonização africana                                                     (   ) I Guerra Mundial    
(   ) II Guerra Mundial                                                               (   ) Guerra Fria


3. Regime do Partido Comunista da Kampuchea, que foi o partido governante no Camboja de 1975 a 1979, foi marcado pela violência brutal, pela morte de cerca de 2 milhões de cambojanos através de execuções políticas, fome e trabalho forçado. Devido ao genocídio cometido, este ficou conhecido como o Holocausto cambojano ou Genocídio cambojano. O grupo referente é o do (a):
(   ) Brigadas Vermelhas                                                                      (   ) Khmer Vermelho
(   ) Hamas                                                                                               (   ) Sendero Luminoso


4. Fato histórico importante registrado na Europa no final da década de 80 e exibido no filme:
_______________________________________
5. As pessoas amputadas que aparecem nas cenas do filme são, na verdade, vítimas de um artefato muito utilizado como arma de guerra, no passado e, até hoje, por alguns grupos rebeldes:

(   ) Granada                                                                                          (   ) Espada
(   ) Mina terrestre                                                                            (   ) Bomba de fósforo branco


6. O movimento separatista da região da Chechênia foi marcado por muita violência. Os rebeldes chechenos tinham a prática de fazer reféns a fim de que suas exigências fossem atendidas. E, mesmo elegendo o seu próprio presidente, em 1997, a sua independência não foi reconhecida pelo país, do qual este se desmembrou. Este país é:
(   ) Rússia                                                                                               (   ) Irã
(   ) Afeganistão                                                                                    (   ) China
Relevo Vulcânico, mais uma vez…
Junho 9, 2007 por pedrotildes
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O maior vulcão da Nicarágua com 1600 metros de altitude, fotografado elos astronaustas da Estação Espacial Internacional, no dia 10 de Maio de 2007. Mais uma vez a forma típica em cone é bem visível, mas desta vez, ao contrário do vulcão do Pico, podemos observar uma pluma de fumo (ou mais provavelmente vapor) atestando que se trata de um vulcão activo. Esta pluma origina algum nevoeiro, vertente abaixo.

Um aspecto bem marcado é o da rede hidrográfica que deixas profundas “cicatrizes” nas vertentes do vulcão. A estrutura radial da rede hidrográfica é, nesta foto, bem visível.

Nas vertentes mais baixas observa-se um padrão em forma de rede da ocupação agrícola do solo interrompido, por vezes, por extensas manchas de floresta.

Este vulcão entrou em erupção cerca de 25 vezes nos últimos 125 anos, o que torna a vida das populações que vivem na base do vulcão algo difícil. Estima-se que a população envolvente a este vulcão, em pequenas vilas e aldeias que o rodeiam, ronde os 5 000 habitantes.

Esta imagem foi obtida a partir do site da NASA (“Earth Observatory”)